segunda-feira, 31 de outubro de 2011


Queridos e Queridas,

tenho passado por muitos momentos marcantes, desde que descobri que as lutas do meu povo são causa da minha vida, mas, viver o que vivi no Dnj Capixaba estava para além de minhas expectativas.

Após viver um processo complicado como foi a II Conferência de Juventude, pensei que viver a nossa Festa me faria descansar! Embora não tenha descansado o DNJ fez mais por mim, todos os seus momentos reforçaram meus ideias e reanimaram as minhas forças...

Todos os encontros desde o sábado até os últimos do domingo, foram para me relembrar que outros jovens como eu, compartilham das minhas lutas e vitórias.

No domingo acordei em Cariacica Lugar onde tombou o mártir Padre Gabriel, fonte inspiradora de lutas populares, me coloquei a caminho de Vitória na companhia valiosa do Alexandre Lemos.

Na praça do Papa a movimentação já era considerável. Quando chegamos na Praia de Camburi, uma multidão já cantava e celebrava a vida.

Então Marchamos, Marchamos mesmo, em conjunto sob brados de reivindicações, éramos tantos, mais tantos! Creio que uns 60 mil.

Celebramos a Eucaristia como sinal de unidade e comunhão, e ao final Eu (Lucas Francisco Neto) e a mais nova amiga Camila Valadão, entregamos ao Governador Renato Casagrande, as propostas da juventude para um novo Espírito Santo que não se destaque apenas pela baixa qualidade de vida da população.

Há que se destacar a fala da Camila. Como não me emocionar? Como não trazer a minha memória todos os jovens que tem sido vitimados pela política de extermínio que se encontra aí instalada.

Bem, mas desde a Marcha marquei minha posição... Vou continuar... Pois bem sei, "Esperar não é saber!"

Ainda me emociono ao Lembrar! Como foi linda a nossa Festa e como ainda é Grande a Nossa Luta!

Parabéns!

Que Deus nos abençoe!

Avante!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

E para onde vai sua Marcha?



Dizem que marchamos sem rumo, sem direção, sem motivo! Temos nos posto em marcha desde antes de nascer. Desde o ventre de nossas mães temos travado lutas. Sobreviver em um país de terceiro mundo é uma luta constante. Lutamos para que nossas mães sejam acompanhadas por um medico durante a gestação. Lutamos para que possamos nascer em um hospital com as mínimas condições de atendimento. Lutamos para nos alimentar. Mais tarde vem a idade escolar, e começa a luta para aprender o conteúdo formal que nos ensinam e que muitas vezes nada tem haver com a realidade em que estamos incluídos.

As vezes me pergunto quantas lutas ainda terei para lutar, mas enquanto não descubro a resposta vou empenhando todas as minhas forças nas lutas que se apresentam diante dos meus olhos a cada dia, enquanto por aqui vou vivendo “nesta terra onde reina o desatino”!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estamos a beira de uma Crise Nuclear Internacional?

Recentemente tem ocupado um grande espaço na mídia a ultima grande catástrofe natural ocorrida no Japão, um terremoto de grande magnitude, que por sua vez causou um grande maremoto. Após grandes catástrofes naturais por menor que seja a sua extensão, existe um impacto efetivo na vida pratica da localidade em que ocorreu o desastre natural, no caso em analise o dano causado foi máximo, em um estado amplamente industrializado, com uma economia forte e a cada dia mais crescente, mas o que mais chama a nossa atenção é a questão dos possíveis vazamentos de materiais nucleares em Fukushima e seu impacto sobre as questões ambientais. Analisamos aqui, o meio ambiente em seu paradigma global. O Principio I da Declaração de Estocolmo, assim dispõe: “O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequados em um meio cuja qualidade lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar e tem a solene obrigação de proteger e melhorar esse meio para as gerações presentes e futuras”. Consagrando desta forma, o principio de que o Ambiente Ecologicamente Equilibrado é um Direito Fundamental da Pessoa Humana, é preciso perceber que se o ambiente não dá às pessoas as condições adequadas para a sua vida saudável é preciso que alguém tome uma postura no sentido de promover tal direito fundamental, mas as ameaças a pessoa humana na maioria das vezes são produzidas pelas próprias pessoas, caso em que, no Japão tal princípio pode sim estar sendo desrespeitado indiretamente, mas, não diretamente, uma vez que o motivo que ocasionou o possível vazamento é uma catástrofe natural. Ainda falando sobre a declaração de Estocolmo o principio 17, insiste que a intervenção do estado é obrigatória, portanto não se pode admitir que algum país seja omisso em sua obrigação de proteger e controlar o uso dos recursos ambientais a ele pertencentes, por serem os bens naturais de natureza publica e coletiva. É preciso analisar ainda que, quanto ao dano ambiental é imprescindível impedi-lo (Principio da Prevenção e Precaução), uma vez que sua reparação poderá ser impossível ou difícil, técnica ou economicamente. No caso da usina nuclear japonesa, outro problema ainda se demonstra e outros princípios do direito ambiental não são levados em conta. Pensando ainda em um meio ambiente globalizado, a comunidade internacional amparada pela Declaração do Rio de Janeiro, deveria se informada e notificada da situação ambiental, em decorrência dos princípios 10, 18 e 19, mas, contrariamente a estes preceitos o estado japonês tem negado informações. Devemos ainda, falar sobre outro princípio o da Cooperação entre os Povos, consagrado no princípio 2 da Declaração do Rio de Janeiro, veremos que embora cada estado tem o direito de explorar seus recursos naturais, desde que não coloque em risco o equilíbrio ambiental de outros estados. No caso em estudo, o Japão ao desrespeitar tais princípios coloca em risco a relação de equilíbrio entre as nações quanto ao controle ambiental, ainda poucos minutos antes de iniciar a redação deste artigo, através de um canal a cabo de notícias soube que em Nova York foi detectada, na chuva, certa quantidade de material radioativo proveniente da usina japonesa, a quantidade de acordo com a notícia é ínfima e por isso não causa risco a saúde humana, mas, em longo prazo poderá ser, vemos aí a quebra do ultimo princípio declinado.