quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CARTA ABERTA A CNBB


Carta Aberta a CNBB
Guarapari 07 de outubro de 2010.
Prezados Senhores,
Vou ser breve em minhas colocações, pois, a dinâmica da vidamoderna me exige essa atitude. me dirijo a Vossas Reverendíssimas como católicopraticante e critico da situação de alienação em que se encontram determinadossetores de nossa Igreja quero cobrar da CNBB uma posição firme, quanto ao fatode alguns padres usarem a igreja para difundir informações inverídicas ecaluniosas quanto a Dilma Roussef e o Partido dos Trabalhadores, eu vejo que osSenhores Bispos (sem querer generalizar mas já o fazendo) estão esquecendo doCristo pobre presente na vida pratica das pessoas e ainda mais esquecendo docristo servo acolhedor, que aceita as diferenças, os pastores deste povo não podemse colocar a serviço da elite exploradora e fazer coro a voz daqueles que sóquerem nos dominar e crescer as nossas custas. A poucos dias fui a uma missa emminha cidade, e um padre já idoso (quero eu acreditar que não esteja em plenogozo de suas faculdades mentais) em um discurso quase que cruzadista apontavaerros das Igrejas Protestantes (sinceramente me senti em um culto de uma “igrejade fundo de quintal” dessas que compram cinemas) fiquei profundamente ofendido,logo nós que falamos tanto em ecumenismo.

Bem encerro, suplicando que a atitude de tais pastores queafrontam contra a dignidade de nossa instituição e principalmente contra aseriedade de nossos cultos, a serviço desta campanha infeliz de desrespeito aoBrasil, se reverta em atitudes de politização do povo, vamos antes construir umdebate, receber os mais diversos setores da sociedade para discutir nossospontos de vista, isso sim é democracia! Democracia não é fazer o que o padrediz. Lamentável é saber que alguns padres pensam que são senhores feudais e quenós católicos somos seus servos, ouvi uma frase e refleti muito “o coronelismovestiu batinas”, quanto a mim, estou orando firmemente para que esses lobostravestidos de pastores, não abalem definitivamente a estabilidade da “Barca dePedro”.

Me despeço pedindo a benção dos tantos quanto essa cartachegar, pois, na força de nosso batismo somos todos sacerdotes em Cristo Jesus,e ainda mais, pedindo que nesse Segundo Turno, votem com a cabeça e não com aopinião de um grupo elitista que só quer vender o Brasil.
Lucas Francisco Neto

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lutar em busca de?

Mais uma madrugada de um frio inverno no litoral, e eu aqui ao invés de dormir, escrevendo coisas para postar em um blog que eu nem sei se alguém lê, ao menos, alguém segue. Obrigado amigos!

Hoje não quero pontuar, não vou me preocupar com o estilo do texto, vou apenas escrever, quem sabe assim sem preocupações gramaticais consiga explicar quem eu SOU; primeiro para vocês meus “leitores” depois para minha própria consciência.

Na verdade eu nem sei quem sou, ou o que sou, mas será que alguém sabe?! A quem diga que isso é uma eterna busca, de fato são tantas buscas nessa vida, ultimamente tenho reparado bem como viver é lutar, lutar ora por coisas simples e horas por coisas complexas.

Eu tenho lutado muito ultimamente por tudo em que acredito, embora às vezes não acreditem em mim. Queria ser aceito assim, lutador. Um amigo por vezes amável, por vezes ríspido. Por vezes simpático por vezes tímido, na verdade nunca parei para observar se sou aceito ou não em algum grupo afinal de contas estou sempre presente em tantos grupos.

Tenho me perguntado a serviço de quem está a minha política (luta) pensei em fazer minha a resposta de D, Pedro Casaldaliga no filme: “O anel de tucum” (recomendo), mas descobri que não luto apenas em favor do outro ou ao lado de Deus, minha luta é cada dia mais em meu favor.

Quando falo em segurança publica é porque não quero mais ser assaltado, quando falo em saúde é porque sei que em algum momento vou precisar de um hospital, quando falo em educação é porque meus filhos (se os tiver) precisarão estudar, quando falo em lazer então é porque não vivo sem uma boa diversão, quando falo em moradia lembro-me que moro de aluguel, quando falo em métodos contraceptivos, meço as palavras porque sou católico e nem lembro que tem muita gente morrendo vitima da AIDS, (será que devo mudar de religião?).

Assim me pergunto nessa madrugada será que estou defendendo os meus próprios interesses ou essas são as necessidades de todos? Quem terá as respostas? Deus? O Buda? Tupã? Marx? Nietzsche? Gandhi? Papa? Obama? Bin Laden? Lula? Dilma? Serra(esse não)? Não, quem pode dizer o que precisa, é quem precisa.
Preciso então, definir por quem eu vou lutar e deixar que esse alguém decida por que ele quer que eu lute!

Bom dia amigos e um forte abraço indagador!
Em busca de que você quer que eu lute?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um pouco da minha historia...


Sou natural de Guarapari/ES, nasci em 28 de novembro de 1989, sou filho de Auronávia Silva Neto, pedagoga militante no magistério, quando eu era apenas um nascituro o país passou por grandes mudanças – Eleições Diretas e tudo mais – talvez eu tenha nascido ao som dessa mistura de euforia e liberdade.

Aos poucos como é comum, fui crescendo e conhecendo o mundo, ainda muito jovem despertei o interesse pela religiosidade, gostava de ir à missa, procissões e lembro que ainda com 3 anos de idade era assíduo as celebrações e missas dominicais e gostava sempre de sentar ao lado do padre.

Na minha cidade existia um padre, hoje já transferido, muito carinhoso com as crianças e adorava ser ajudado por um “exército” de coroinhas, com 4 ou 5 anos eu me tornei um deles desde então meu engajamento com a Igreja não acabou mais, as vezes forçando a barra por divergência de opinião com as lideranças, as vezes colhendo apenas os espinhos das flores que quis plantar, mas sempre perseverante.

Como eu disse “opinião” eis aí uma palavra que pode me resumir, desde muito cedo freqüentei o ambiente escolar e acadêmico (para que minha mãe pudesse estudar e trabalhar), desde cedo me destaquei por me interessar por assuntos que não eram da “competência” de uma criança.

Lembro com carinho de um fato:

“os salários do magistério municipal estavam atrasados há meses, na casa de alguns professores já começava a faltar o que comer, na minha também a situação não era das mais agradáveis, foi quando as professoras entram em greve e eu fui até a minha mãe que aquela altura também estava envolvida no movimento e me coloquei a disposição para ajudar, lembro bem ‘FUI A TODAS AS PASSEATAS!’ isso foi por volta de 1993 eu ainda não tinha sequer 4 anos de idade, as vezes penso que já nasci militante”

Como é comum acontecer cresci, estudei o ensino fundamental e médio em escolas públicas aqui da região. Quando terminei o ensino médio comecei a pensar em dedicar a minha vida em favor dos outros, mas enquanto amadurecia e amadurecia a idéia, fiz o Enem e me matriculei em uma faculdade particular aqui da região no curso de Direito, cursei até o sexto período, quando convidado decidi fazer uma experiência com a Ordem dos Salesianos de Dom Bosco.

Recentemente me filiei ao Partido dos Trabalhadores, e estou tentando junto com um grupo de pessoas que compartilham de ideais próximos dos meus construir um Brasil melhor, um Espírito Santo mais forte e uma Guarapari mais desenvolvida.