terça-feira, 11 de outubro de 2011

E para onde vai sua Marcha?



Dizem que marchamos sem rumo, sem direção, sem motivo! Temos nos posto em marcha desde antes de nascer. Desde o ventre de nossas mães temos travado lutas. Sobreviver em um país de terceiro mundo é uma luta constante. Lutamos para que nossas mães sejam acompanhadas por um medico durante a gestação. Lutamos para que possamos nascer em um hospital com as mínimas condições de atendimento. Lutamos para nos alimentar. Mais tarde vem a idade escolar, e começa a luta para aprender o conteúdo formal que nos ensinam e que muitas vezes nada tem haver com a realidade em que estamos incluídos.

As vezes me pergunto quantas lutas ainda terei para lutar, mas enquanto não descubro a resposta vou empenhando todas as minhas forças nas lutas que se apresentam diante dos meus olhos a cada dia, enquanto por aqui vou vivendo “nesta terra onde reina o desatino”!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estamos a beira de uma Crise Nuclear Internacional?

Recentemente tem ocupado um grande espaço na mídia a ultima grande catástrofe natural ocorrida no Japão, um terremoto de grande magnitude, que por sua vez causou um grande maremoto. Após grandes catástrofes naturais por menor que seja a sua extensão, existe um impacto efetivo na vida pratica da localidade em que ocorreu o desastre natural, no caso em analise o dano causado foi máximo, em um estado amplamente industrializado, com uma economia forte e a cada dia mais crescente, mas o que mais chama a nossa atenção é a questão dos possíveis vazamentos de materiais nucleares em Fukushima e seu impacto sobre as questões ambientais. Analisamos aqui, o meio ambiente em seu paradigma global. O Principio I da Declaração de Estocolmo, assim dispõe: “O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequados em um meio cuja qualidade lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar e tem a solene obrigação de proteger e melhorar esse meio para as gerações presentes e futuras”. Consagrando desta forma, o principio de que o Ambiente Ecologicamente Equilibrado é um Direito Fundamental da Pessoa Humana, é preciso perceber que se o ambiente não dá às pessoas as condições adequadas para a sua vida saudável é preciso que alguém tome uma postura no sentido de promover tal direito fundamental, mas as ameaças a pessoa humana na maioria das vezes são produzidas pelas próprias pessoas, caso em que, no Japão tal princípio pode sim estar sendo desrespeitado indiretamente, mas, não diretamente, uma vez que o motivo que ocasionou o possível vazamento é uma catástrofe natural. Ainda falando sobre a declaração de Estocolmo o principio 17, insiste que a intervenção do estado é obrigatória, portanto não se pode admitir que algum país seja omisso em sua obrigação de proteger e controlar o uso dos recursos ambientais a ele pertencentes, por serem os bens naturais de natureza publica e coletiva. É preciso analisar ainda que, quanto ao dano ambiental é imprescindível impedi-lo (Principio da Prevenção e Precaução), uma vez que sua reparação poderá ser impossível ou difícil, técnica ou economicamente. No caso da usina nuclear japonesa, outro problema ainda se demonstra e outros princípios do direito ambiental não são levados em conta. Pensando ainda em um meio ambiente globalizado, a comunidade internacional amparada pela Declaração do Rio de Janeiro, deveria se informada e notificada da situação ambiental, em decorrência dos princípios 10, 18 e 19, mas, contrariamente a estes preceitos o estado japonês tem negado informações. Devemos ainda, falar sobre outro princípio o da Cooperação entre os Povos, consagrado no princípio 2 da Declaração do Rio de Janeiro, veremos que embora cada estado tem o direito de explorar seus recursos naturais, desde que não coloque em risco o equilíbrio ambiental de outros estados. No caso em estudo, o Japão ao desrespeitar tais princípios coloca em risco a relação de equilíbrio entre as nações quanto ao controle ambiental, ainda poucos minutos antes de iniciar a redação deste artigo, através de um canal a cabo de notícias soube que em Nova York foi detectada, na chuva, certa quantidade de material radioativo proveniente da usina japonesa, a quantidade de acordo com a notícia é ínfima e por isso não causa risco a saúde humana, mas, em longo prazo poderá ser, vemos aí a quebra do ultimo princípio declinado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CARTA ABERTA A CNBB


Carta Aberta a CNBB
Guarapari 07 de outubro de 2010.
Prezados Senhores,
Vou ser breve em minhas colocações, pois, a dinâmica da vidamoderna me exige essa atitude. me dirijo a Vossas Reverendíssimas como católicopraticante e critico da situação de alienação em que se encontram determinadossetores de nossa Igreja quero cobrar da CNBB uma posição firme, quanto ao fatode alguns padres usarem a igreja para difundir informações inverídicas ecaluniosas quanto a Dilma Roussef e o Partido dos Trabalhadores, eu vejo que osSenhores Bispos (sem querer generalizar mas já o fazendo) estão esquecendo doCristo pobre presente na vida pratica das pessoas e ainda mais esquecendo docristo servo acolhedor, que aceita as diferenças, os pastores deste povo não podemse colocar a serviço da elite exploradora e fazer coro a voz daqueles que sóquerem nos dominar e crescer as nossas custas. A poucos dias fui a uma missa emminha cidade, e um padre já idoso (quero eu acreditar que não esteja em plenogozo de suas faculdades mentais) em um discurso quase que cruzadista apontavaerros das Igrejas Protestantes (sinceramente me senti em um culto de uma “igrejade fundo de quintal” dessas que compram cinemas) fiquei profundamente ofendido,logo nós que falamos tanto em ecumenismo.

Bem encerro, suplicando que a atitude de tais pastores queafrontam contra a dignidade de nossa instituição e principalmente contra aseriedade de nossos cultos, a serviço desta campanha infeliz de desrespeito aoBrasil, se reverta em atitudes de politização do povo, vamos antes construir umdebate, receber os mais diversos setores da sociedade para discutir nossospontos de vista, isso sim é democracia! Democracia não é fazer o que o padrediz. Lamentável é saber que alguns padres pensam que são senhores feudais e quenós católicos somos seus servos, ouvi uma frase e refleti muito “o coronelismovestiu batinas”, quanto a mim, estou orando firmemente para que esses lobostravestidos de pastores, não abalem definitivamente a estabilidade da “Barca dePedro”.

Me despeço pedindo a benção dos tantos quanto essa cartachegar, pois, na força de nosso batismo somos todos sacerdotes em Cristo Jesus,e ainda mais, pedindo que nesse Segundo Turno, votem com a cabeça e não com aopinião de um grupo elitista que só quer vender o Brasil.
Lucas Francisco Neto